INTRODUÇÃO: Em 1937, durante o governo de Getúlio Vargas, a Constituição previa ações de oferta de livros didáticos para as escolas públicas do Brasil — plano que só foi formalizado em 1985, com a criação do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), posteriormente organizado pelo Ministério da Educação (MEC). O objetivo era distribuir livros para o Ensino Fundamental, e, por isso, passaram a ser produzidos em larga escala. Em 1996, com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o projeto foi ampliado, estendendo-se ao Ensino Médio, à Educação Infantil, bem como à distribuição de livros literários. O QUE OS PROFESSORES PENSAM: Ao conversar com professores de diversas disciplinas, percebi uma certa regularidade nos argumentos apresentados: em algum momento, a frase “a qualidade técnica diminuiu” surgia com frequência. Minha surpresa foi ainda maior ao observar diretamente, por meio de uma análise comparativa, livros didáticos publicados antes de 2010 e os at...
Entre a repetição e o projeto de futuro: um ensaio clínico psicanalítico Nos últimos tempos, é comum perceber, na clínica psicanalítica, pacientes — os quais chamarei de analisandos — apresentando uma espécie de “pré‑depressão”, frequentemente associada à reflexão sobre as circunstâncias atuais da vida, baseada no autojulgamento e na comparação. Nota‑se uma crise na perspectiva de futuro, o que implica falta de planejamento e afeta o comportamento do analisando, levando‑o a manifestações que a teoria freudiana relaciona à pulsão de morte. Entre as características mais comuns, destacam‑se: · Falta de autoconhecimento; · Tendência à comparação; · Postura vitimista. Detalharei um caso clínico para fins de comparação entre profissionais da saúde mental, com a finalidade d...
Comentários
Postar um comentário